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SÃO PAULO - Como as empresas brasileiras estão explorando os recursos da computação em nuvem, das redes sociais e da virtualização.
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Para que possamos melhorar os processos internos da empresa é necessário que inicialmente consideremos a empresa como um processo único e integrado. Esse processo único é dividido em diversos procedimentos que ocorrem nos setores da empresa, ou seja, todos os procedimentos integrados formam o processo empresa.

Por sua vez os procedimentos geram dados para o Sistema Informacional da empresa e que por sua vez deveriam geram informações e conhecimento para a tomada de decisão ágil e segura pelos gestores da empresa.  Portanto, se tiver-mos procedimentos bem definidos, estaremos seguros para tomar decisões corretas, ao contrário estaremos tomando decisões baseadas na intuição e o risco será sempre maior. A não definição correta de procedimentos gera ainda consequências como falta de normas operacionais em empresas de qualquer porte, conclusão das atividades operacionais e de gestão em um tempo maior, retrabalho devido a erros operacionais e ainda a insatisfação de clientes internos e externos que obviamente geram outros tantos prejuízos para a mesma.

Tendo procedimentos bem definidos, os processos fluíram com tranquilidade na empresa, o que nos propiciará informacionar a empresa, como foi colocado acima e não informatizar como acontece na maioria dos casos. Podemos comparar isto a um sistema hidráulico de um edifício. Quando conseguimos informacionar a empresa é o mesmo que o sistema hidráulico conseguindo circular e entregar a água com qualidade em todos os apartamentos do edifício. Quando informatizamos estamos apenas com a estrutura de Tecnologia da Informação instalada, mas a informação e o conhecimento não chega até as pessoas que necessitam tomar alguma decisão, ou seja, a estrutura hidráulica do edifício está disponível, com um investimento considerável, mas a água não chega até os apartamentos.

Portanto, como colocamos acima, é necessário que criemos a base para poder-mos informacionar a empresa, e a base são processos e procedimentos bem definidos. Sem isso, infelizmente os investimentos serão totalmente em vão.

José Alexandre de Toni
Me. Eng. Produção e Sistemas

    Nas décadas de 70 e 80 a tecnologia de informação era considerada por muitos executivos como um mal necessário, referindo-se ao alto custo sem, no entanto, obter-se um retorno imediato, e os investimentos nessa área passaram a ser questionados. Entretanto, no final do século XX a tecnologia da informação se transformou em uma ferramenta fundamental para qualquer organização, pois com o uso das tecnologias disponíveis facilmente eram observados e gerenciados os processos. Assim tecnologia da informação ganha status de necessidade.

    À medida que as organizações buscavam uma maior competitividade, o ciclo envolvendo o desenvolvimento dos produtos e serviços foram sendo reduzidos. Para alcançar esses resultados, a busca pela qualidade total e a reengenharia foram ferramentas bastante utilizadas. No entanto isso estava distante de solucionar dificuldades encontradas com a gestão interna dos processos organizacionais. Para atender essa demanda foram introduzidos os primeiros Sistemas Integrados de Gestão (ERP), que dentre outras facilidades, forneciam um controle automatizado dos processos, integrando todos os setores da organização. A seguir na Figura 1 detalha-se a forma de integração proporcionada pelos ERP (RODRIGUEZ, 2002); (MEIRELLES, 1994); (CBS CONSULTING, 2004).


Figura 1 - Estrutura típica de um sistema ERP

    A idéia principal do ERP (Enterprise Resource Planning) ou Planejamento de Recursos Empresariais, não tem muito a ver com o que sugere o nome, ou seja, planejamento, e sim a de integração das informações. Através de um único software e uma base de dados central há uma troca de informações entre os setores de recursos humanos, financeiro e marketing, por exemplo, possibilitando um acompanhamento de um processo de forma ágil e precisa.
    Com a necessidade cada vez mais latente em ser competitiva e estar a frente dos concorrentes, foi introduzida a tecnologia conhecida como Sistemas de Informação executiva ou Executive Information Systems (EIS).
    Segundo Furlan, Ivo, Amaral (1994, p. 07), “Os EIS são sistemas computacionais destinados a satisfazer necessidades de informação dos executivos, visando eliminar a necessidade de intermediários entre estes e a tecnologia”. O termo EIS, foi criado no fim da década de 70 como resultado de trabalhos desenvolvidos por Rockart e Treacy, ambos pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O EIS consiste em integrar todas as informações necessárias e disponíveis para que o executivo possa através de forma gráfica ou através de relatórios, fazer um acompanhamento e um controle do negócio em um único sistema de informação.
    O EIS trabalha com uma base de dados única, seja física ou lógica, de forma que todas as informações ficam disponíveis para que o executivo possa tomar a decisão, pois tempo é dinheiro, e as decisões não esperam para ser tomadas. Para que as informações cheguem rapidamente as mãos dos executivos, são construídos dispositivos computacionais que permitam uma coleta de dados nas várias bases de dados da organização e cheguem rapidamente aos executivos.
    O conceito de EIS muitas vezes é confundido com o de Sistemas de Apoio a Decisão (SAD) ou Decision Suport System (DSS), embora eles estejam relacionados, a diferença está no público-alvo que estes atendem e no foco dos problemas que os mesmos resolvem. Enquanto o EIS é projetado para disponibilizar informações para os executivos de forma display-only, ou seja, sem a manipulação dos dados, porém com a possibilidade da visualização em muitos níveis de detalhes (drill-down). O DSS é projetado para o nível intermediário de gerência, tornando possível a interação através de análises lógicas como what-if, as quais são indagações que possibilitam fazer previsões. Assim o usuário poderá saber de informações inferindo na forma de questionamentos como, por exemplo: “se eu tiver 10% de lucro na venda de um determinado produto, em 2 anos qual será o meu retorno”
    O DSS surgiu estimulado pela grande crise do petróleo na década de 70, que obrigou os executivos a recorrerem aos recursos computacionais para garantirem o sucesso nos investimentos, através da análise de cenários e previsões. “Os modelos típicos dessa categoria eram os financeiros, do tipo cálculo de retorno de investimento, que se baseavam em modelos matemáticos (ou fórmulas) predefinidos para trabalhar variáveis informadas e projetar resultados ou uma situação futura”. DSS engloba vários sistemas que processam transações, basicamente faz acesso à base de dados sempre relacionando com outra base de modelos decisórios. O seu crescimento foi rápido dentro das organizações, pois havia muita necessidade de apoio a decisão nos vários níveis gerenciais.
    Esta evolução continua com softwares voltados para o relacionamento com o cliente, fornecedores e que gerem realmente conhecimento para as empresas e não somente informações, já que é com o conhecimento em mãos que podemos agir e tomar decisões acertadas e não baseadas na intuição.


     A tecnologia atualmente é parte inerente da vida do ser humano de modo que não conseguimos nos ver separados dela. Porém devemos estarmos alerta quanto a reduzirmo-nos a um simples objeto da técnica, ou vincular a realização de nossos sonhos e a resposta a nossas angústias aos avanços tecnológicos.
    O desenvolvimento tecnológico leva-nos diretamente ao desenvolvimento social e automaticamente ao desenvolvimento do ser humano. Devemos perceber como estamos vivendo agora e como pretendemos viver no futuro com a utilização da tecnologia.
           A tecnologia deve ajudar-nos a  aumentar a expectativa de vida, tirando trabalhadores de funções críticas e que possam ser automatizadas, mas devemos também pensar para onde irão os trabalhadores que exercem estas funções.
      A interferência da tecnologia na vida do ser humano é incontestável. Assim sendo não basta utilizar bem as tecnologias, faz-se necessário recriá-las, assumir a produção e a condução tecnológica de modo a refletir sobre a sua ação em nossas vidas. A tecnologia bem utilizada pode salvar vidas, mas para isso temos que ter profissionais competentes e éticos exercendo profissões relacionadas a tecnologia. No momento em que a tecnologia é responsável por salvar milhares de vidas em um Tsunami ela é aceita e justificada até pelo maior de seus críticos.
       O futuro é digital e sem fio e isso nos leva cada vez mais a informações globalizadas. Mas como isso pode ser utilizado para o desenvolvimento do ser humano. Por exemplo, através da utilização da tecnologia para a criação de redes de empresas e organizações sociais.          
        O estabelecimento de redes e de parcerias passa a constituir-se em uma necessidade fundamental, que vai além da solidariedade convencional e de senso comum. As redes geram mais conhecimento. Organizações que eram competidoras entre si reconhecem que seu isolamento é muito mais um problema do que uma solução. Quando os problemas são comuns a todos, não faz sentido isolar-se na  busca de sua solução, para ver quem resolve primeiro, nem melhor. Isso porque, problemas são uma constante, são recorrentes, e surgem cada vez mais complexos e exigindo maior sofisticação em seu enfrentamento, sendo que  a duplicação de esforços e a lógica de reinventar a roda apenas provocam retardamento e enfraquecimento de resultados.  Podemos portanto com o auxilio da tecnologia buscar rapidamente soluções, sejam no campo empresarial ou social, agregando desta forma novos conhecimentos e propiciando o desenvolvimento do ser humano e sua qualidade de vida.

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