Nas décadas de 70 e 80 a tecnologia de informação era considerada por muitos executivos como um mal necessário, referindo-se ao alto custo sem, no entanto, obter-se um retorno imediato, e os investimentos nessa área passaram a ser questionados. Entretanto, no final do século XX a tecnologia da informação se transformou em uma ferramenta fundamental para qualquer organização, pois com o uso das tecnologias disponíveis facilmente eram observados e gerenciados os processos. Assim tecnologia da informação ganha status de necessidade.

    À medida que as organizações buscavam uma maior competitividade, o ciclo envolvendo o desenvolvimento dos produtos e serviços foram sendo reduzidos. Para alcançar esses resultados, a busca pela qualidade total e a reengenharia foram ferramentas bastante utilizadas. No entanto isso estava distante de solucionar dificuldades encontradas com a gestão interna dos processos organizacionais. Para atender essa demanda foram introduzidos os primeiros Sistemas Integrados de Gestão (ERP), que dentre outras facilidades, forneciam um controle automatizado dos processos, integrando todos os setores da organização. A seguir na Figura 1 detalha-se a forma de integração proporcionada pelos ERP (RODRIGUEZ, 2002); (MEIRELLES, 1994); (CBS CONSULTING, 2004).


Figura 1 - Estrutura típica de um sistema ERP

    A idéia principal do ERP (Enterprise Resource Planning) ou Planejamento de Recursos Empresariais, não tem muito a ver com o que sugere o nome, ou seja, planejamento, e sim a de integração das informações. Através de um único software e uma base de dados central há uma troca de informações entre os setores de recursos humanos, financeiro e marketing, por exemplo, possibilitando um acompanhamento de um processo de forma ágil e precisa.
    Com a necessidade cada vez mais latente em ser competitiva e estar a frente dos concorrentes, foi introduzida a tecnologia conhecida como Sistemas de Informação executiva ou Executive Information Systems (EIS).
    Segundo Furlan, Ivo, Amaral (1994, p. 07), “Os EIS são sistemas computacionais destinados a satisfazer necessidades de informação dos executivos, visando eliminar a necessidade de intermediários entre estes e a tecnologia”. O termo EIS, foi criado no fim da década de 70 como resultado de trabalhos desenvolvidos por Rockart e Treacy, ambos pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O EIS consiste em integrar todas as informações necessárias e disponíveis para que o executivo possa através de forma gráfica ou através de relatórios, fazer um acompanhamento e um controle do negócio em um único sistema de informação.
    O EIS trabalha com uma base de dados única, seja física ou lógica, de forma que todas as informações ficam disponíveis para que o executivo possa tomar a decisão, pois tempo é dinheiro, e as decisões não esperam para ser tomadas. Para que as informações cheguem rapidamente as mãos dos executivos, são construídos dispositivos computacionais que permitam uma coleta de dados nas várias bases de dados da organização e cheguem rapidamente aos executivos.
    O conceito de EIS muitas vezes é confundido com o de Sistemas de Apoio a Decisão (SAD) ou Decision Suport System (DSS), embora eles estejam relacionados, a diferença está no público-alvo que estes atendem e no foco dos problemas que os mesmos resolvem. Enquanto o EIS é projetado para disponibilizar informações para os executivos de forma display-only, ou seja, sem a manipulação dos dados, porém com a possibilidade da visualização em muitos níveis de detalhes (drill-down). O DSS é projetado para o nível intermediário de gerência, tornando possível a interação através de análises lógicas como what-if, as quais são indagações que possibilitam fazer previsões. Assim o usuário poderá saber de informações inferindo na forma de questionamentos como, por exemplo: “se eu tiver 10% de lucro na venda de um determinado produto, em 2 anos qual será o meu retorno”
    O DSS surgiu estimulado pela grande crise do petróleo na década de 70, que obrigou os executivos a recorrerem aos recursos computacionais para garantirem o sucesso nos investimentos, através da análise de cenários e previsões. “Os modelos típicos dessa categoria eram os financeiros, do tipo cálculo de retorno de investimento, que se baseavam em modelos matemáticos (ou fórmulas) predefinidos para trabalhar variáveis informadas e projetar resultados ou uma situação futura”. DSS engloba vários sistemas que processam transações, basicamente faz acesso à base de dados sempre relacionando com outra base de modelos decisórios. O seu crescimento foi rápido dentro das organizações, pois havia muita necessidade de apoio a decisão nos vários níveis gerenciais.
    Esta evolução continua com softwares voltados para o relacionamento com o cliente, fornecedores e que gerem realmente conhecimento para as empresas e não somente informações, já que é com o conhecimento em mãos que podemos agir e tomar decisões acertadas e não baseadas na intuição.